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Reutilize motores Brushless de Impressoras!

Publicado em 28 de Janeiro de 2026 às 23:33

Categoria:

Algumas Impressoras (a laser principalmente) possuem motores Brushless (sem escova) como motor principal de potência. Muitos deles possuem uma controladora embutida, o que permite a gente reutilizar e controlar esses motores com o mínimo de componentes externos.

No meu caso, utilizei o motor para fazer um ventilador super poderoso caseiro, potente e econômico (menos de 30W de consumo)

Arquivos do Projeto

Materiais Necessários

  • Fios e conectores
  • CI 555 (ou LM358 ou similares)
  • Resistores
  • Potenciômetro
  • Capacitores
  • Regulador de tensão 5V

Ferramentas Necessárias

  • Ferro de Solda
  • Alicate
  • Tesoura
  • Fita isolante
  • Fita Hellerman (enforca gato)
  • Cola quente

Etapas

Identificando motor e chip controlador

  • Antes de tudo, é importante que saibam que esse circuito vale somente para modelos de motores similares com o mesmo chip controlador (LB11923), por isso a extrema importância de identificar os pinos do motor e, principalmente, o chip que o controla. O conector é marcado no meu caso, então pude identificar a função de maior parte deles. Porém, caso não seja o seu caso, procure o datasheet e siga as trilhas ou confirme cada pino (esteja atento que caso for fazer teste de continuidade, pode existir resistores entre o CI e o conector).

    Feito isso, esses são os pinos mais essenciais para o funcionamento e controle do motor (feito a interpretação do datasheet):

    +24V - alimentação (que pode ser por tensão menor, por exemplo 12V, porém o motor pode não atingir a potência máxima nem a velocidade máxima dele);

    P.G - "Power Ground - Negativo da alimentação do motor;

    S/S - "Start/Stop“ - Liga e desliga, normalmente com valor 1 (ex.:5V) quando em aberto, ao mudar o estado do pino para 0 (ligando ao negativo), o motor liga;

    CLK - "Clock" - Entrada de sinal, neste caso, frequência variável até 3,9kHz;

    S.G - "Signal Ground" - Negativo dos sinais - é o mesmo negativo do motor, porém utilizar um negativo separado da alimentação principal para o circuito controlador ajuda a evitar instabilidade e ruído nos sinais;

    5V - Alimentação do Chip, podendo ser entre 4.4V - 7V, porém recomendo utilizar 5V;

    F/R - "Forward/Reverse" - Muda direção de rotação do motor de anti-horário (quando em aberto, valor 1; para sentido horário, quando o valor for 0) - este pino não está presente no conector, e não é utilizado no circuito, estando em aberto, portanto o motor naturalmente gira no sentido anti-horário, conectando um fio diretamente no chip e ligando ao negativo muda a direção. Pessoalmente eu recomendo fazer um jump para um dos pinos não utilizador no conector (desconectando ou cortando as trilhas que ele está ligado) para poder fazer o controle dele a qualquer momento sem precisar mexer no circuito (soldar um fio no chip pode ser uma tarefa difícil e arriscada por ter vários terminais pequenos e agrupados).
     
    Antes de tudo, é importante que saibam que esse circuito vale somente para modelos de motores similares com o mesmo chip controlador (LB11923), por isso a extrema importância de identificar os pinos do motor e, principalmente, o chip que o controla. O conector é marcado no meu caso, então pude identificar a função de maior parte deles. Porém, caso não seja o seu caso, procure o datasheet e siga as trilhas ou confirme cada pino (esteja atento que caso for fazer teste de continuidade, pode existir resistores entre o CI e o conector).

Feito isso, esses são os pinos mais essenciais para o funcionamento e controle do motor (feito a interpretação do datasheet):

+24V - alimentação (que pode ser por tensão menor, por exemplo 12V, porém o motor pode não atingir a potência máxima nem a velocidade máxima dele);

P.G - "Power Ground - Negativo da alimentação do motor;

S/S - "Start/Stop“ - Liga e desliga, normalmente com valor 1 (ex.:5V) quando em aberto, ao mudar o estado do pino para 0 (ligando ao negativo), o motor liga;

CLK - "Clock" - Entrada de sinal, neste caso, frequência variável até 3,9kHz;

S.G - "Signal Ground" - Negativo dos sinais - é o mesmo negativo do motor, porém utilizar um negativo separado da alimentação principal para o circuito controlador ajuda a evitar instabilidade e ruído nos sinais;

5V - Alimentação do Chip, podendo ser entre 4.4V - 7V, porém recomendo utilizar 5V;

F/R - "Forward/Reverse" - Muda direção de rotação do motor de anti-horário (quando em aberto, valor 1; para sentido horário, quando o valor for 0) - este pino não está presente no conector, e não é utilizado no circuito, estando em aberto, portanto o motor naturalmente gira no sentido anti-horário, conectando um fio diretamente no chip e ligando ao negativo muda a direção. Pessoalmente eu recomendo fazer um jump para um dos pinos não utilizador no conector (desconectando ou cortando as trilhas que ele está ligado) para poder fazer o controle dele a qualquer momento sem precisar mexer no circuito (soldar um fio no chip pode ser uma tarefa difícil e arriscada por ter vários terminais pequenos e agrupados).
     
  • Sabendo quais pinos serão utilizados, agora precisamos fazer o controle do motor. Utilizar Arduino certamente seria uma tarefa muito simples, e mais precisa. Porém decidi optar por utilizar um circuito simples e analógico por ser baixo custo. Fiz dois circuito, um utilizado o timer 555 e outro utilizando um amplificador operacional, ambos funcionam e são alimentados pelos 5V do regulador (que no meu caso, já deixei ligado na própria placa do motor).

    Com o 555, requer menos componentes (teoricamente daria pra utilizar somente 1 capacitor e 1 resistor ou potenciômetro);

    Utilizando o Op-Amp, como LM741, LM358, TL072, o consumo é bem menor (~2mA), porém requer um pouco mais de componentes, porém fiz de uma forma que utiliza valores padrão, utilizei 10K, mas como são todos iguais (exceto o resistor R para ajuste de frequência), pode-se utilizar outros valores (recomendo maiores que 1k e menores que 100k Ohms).

    A saída de ambos pode ser ligada diretamente no sinal CLK, como a tensão de saída nunca vai ultrapassar a alimentação do chip (5V) pois todos são alimentados pelo mesmo regulador, caso utilize Arduino, recomendo utilizar valores de 100-470 Ohms somente por precaução.
     
    Sabendo quais pinos serão utilizados, agora precisamos fazer o controle do motor. Utilizar Arduino certamente seria uma tarefa muito simples, e mais precisa. Porém decidi optar por utilizar um circuito simples e analógico por ser baixo custo. Fiz dois circuito, um utilizado o timer 555 e outro utilizando um amplificador operacional, ambos funcionam e são alimentados pelos 5V do regulador (que no meu caso, já deixei ligado na própria placa do motor).

Com o 555, requer menos componentes (teoricamente daria pra utilizar somente 1 capacitor e 1 resistor ou potenciômetro);

Utilizando o Op-Amp, como LM741, LM358, TL072, o consumo é bem menor (~2mA),  porém requer um pouco mais de componentes, porém fiz de uma forma que utiliza valores padrão, utilizei 10K, mas como são todos iguais (exceto o resistor R para ajuste de frequência), pode-se utilizar outros valores (recomendo maiores que 1k e menores que 100k Ohms). 

A saída de ambos pode ser ligada diretamente no sinal CLK, como a tensão de saída nunca vai ultrapassar a alimentação do chip (5V) pois todos são alimentados pelo mesmo regulador, caso utilize Arduino, recomendo utilizar valores de 100-470 Ohms somente por precaução.
     

Conclusão

Então, basicamente, mostrei os passos necessários e circuitos para controlar motores Brushless de impressoras a Laser, meu motor é o BH55FT19-01C, mas o seu pode não ser, então sigam os passos com cuidado e sempre tentem fazer suas próprias análises e interpretações. Eletrônica não é um bicho de 7 cabeças, é divertido e muito interessante, então divirtam-se!

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